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Rio de Janeiro/RJ - 26/06/2025
Imagem: Composição da Mesa da Audiência Pública
Rio de Janeiro, 26 de junho de 2025 – A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realizou, na manhã da última quarta-feira (25), audiência pública dedicada ao tema “Mulheres e Maternidade Atípica”. O encontro, conduzido pela deputada estadual Renata Souza (PSOL), aconteceu no Plenário da Casa, no Centro do Rio, e reuniu especialistas, ativistas e representantes do poder público para discutir políticas voltadas às mães de crianças com deficiência, transtornos neurodivergentes ou condições crônicas de saúde.
Imagem: Vanessa Ferreira
Imagem: Wagner Gonçalves, Mara Soares e Patrícia Lyra
A iniciativa partiu do mandato da parlamentar, que tem base política em Mesquita, na Baixada Fluminense, e historicamente pauta as lutas das mulheres e das periferias na Alerj. Durante a abertura dos trabalhos, às 10h, Renata Souza defendeu a construção de uma política estadual intersetorial que ultrapasse o assistencialismo e garanta direitos fundamentais, como acesso a diagnóstico precoce, terapia multidisciplinar, creches inclusivas e licença-parental estendida para mães atípicas.
Entre as vozes que ecoaram no plenário, destacou-se a participação de Vanessa Ferreira, coordenadora do setorial das mulheres e representante do Coletivo TEAndo Voz. Pedagoga, especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional e em Intervenção ABA para Autismo e Deficiência Intelectual, Ferreira acumula a experiência acadêmica com a vivência pessoal de mãe atípica. Moradora da Baixada e membro eleita da sociedade civil no Fórum Municipal de Educação de Nilópolis, ela compartilhou os desafios cotidianos da dupla jornada de cuidado e a solidão que atinge milhares de mulheres que, sem suporte do Estado, precisam abandonar carreiras e projetos de vida.
“Falar de maternidade atípica é escancarar a ausência de políticas que deveriam ser óbvias. Não há inclusão escolar sem transporte adaptado, não há saúde mental materna sem descanso, não há dignidade sem renda”, pontuou Vanessa Ferreira, cuja fala foi recebida com aplausos pelas dezenas de mães que lotaram as galerias.
A audiência seguiu com contribuições de especialistas em educação inclusiva, assistentes sociais e representantes de movimentos de luta anticapacitista, que reforçaram a necessidade de transformar o debate em ações concretas. A deputada Renata Souza comprometeu-se a sistematizar as propostas colhidas no encontro e a protocolar, nas próximas semanas, projetos de lei e indicações parlamentares que contemplem desde a criação de centros de acolhimento para cuidadores até a regulamentação do cuidado como trabalho, bandeira histórica do PSOL.
O evento reafirmou o compromisso da Comissão da Mulher da Alerj em não apenas dar visibilidade à maternidade atípica, mas em costurar uma ampla aliança entre mandatos, universidades, conselhos profissionais e, principalmente, as próprias mães, para que as políticas públicas deixem de ser promessa e se tornem realidade cotidiana.
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Crédito: PSOL Mesquita
Fotografias: Diversos
Texto e Redeção: Wagner Gonçalves